tabagismoAcredita-se que após vários anos no hábito de fumar, o indivíduo fumante desenvolve a dependência psicológica e reproduzir o mesmo procedimento instala-se a Dependência Comportamental.

Dentre os inúmeros gatilhos disseminadores do comportamento de fumar estão: após o café, após as refeições, entre outros.

A nicotina é um estimulante, mas também tem efeitos calmantes, porém, as reações individuais quanto a seus efeitos são muito variáveis. Quando a pessoa para de fumar, seu organismo sente falta destas substâncias e podem sinalizar alguns sintomas tais como: sonolência, moleza, irritação, impaciência e irritabilidade.

São basicamente três fases que compõem o processo de desintoxicação: preparação, retirada gradual e manutenção. Nessa primeira fase, o paciente é conscientizado sobre os males causados pelo cigarro, sobre as fases do tratamento e sobre o que esperar do processo de parada de fumar. Para otimizar esse processo, é feita uma aferição do estado psicológico do paciente, observa-se o grau de dependência da nicotina e do seu estado motivacional para abandonar o cigarro.

Todas essas etapas têm sua importância, porém, é esta avaliação que irá nortear o profissional para traçar um plano de tratamento personalizado, adequado às necessidades individuais e, intensificar os resultados da terapia.

Desta forma, se a pessoa não estiver convicta e determinada a parar, dificilmente conseguirá e retornará ao vício resgatando de volta “o vigor e as boas sensações” que o cigarro lhe proporcionava.

Desta forma, a pessoa para não retornar ao vicio, deve estar convicta e determinada a parar, pois caso contrario, dificilmente conseguirá e retornará ao vício. E certamente, junto com as “boas sensações” que o cigarro lhe irá proporcionar, virá o sentimento de frustração por ter sido vencido pelo vício de fumar.

Poderá também desenvolver a Dependência Emocional.

O cigarro pode servir como uma “muleta”, onde o tabagista imagina que seu bem estar psicológico depende dele, e não saberá mais viver sem ele. Em alguns casos, a sua retirada tem o peso de um luto, a mesma sensação da perda de um ente querido.

Atribui ao cigarro a capacidade de resolver todos os seus problemas. Imputa-lhe um falso poder, uma ilusão. Dificultando ainda mais a sua retirada.

Comumente o cigarro ocupa o lugar da falta, do vazio, da solidão, do ócio. Mudar essa simbiose que criou com o cigarro e a intervenção especializada pode ajudar um paciente a abandonar definitivamente o fumo. A psicologia tem uma série de ferramentas que podem ajudar no processo de parada de fumar e manutenção da abstinência.

Nesse sentido, o papel do psicoterapeuta, através do tratamento para esta dependência, é de fortalecer o indivíduo até o ponto em que estando mais forte que o cigarro, consegue parar.

Para compreendermos o que leva alguém a se transformar em um dependente do cigarro, precisamos primeiro compreender a questão da dependência física e psicológica dos vícios de modo geral.

Via de regra, todo ser humano é acometido por algum tipo de dependência psicológica, as mais comuns são: compulsão para comer, jogos, consumismo, trabalho, dinheiro. Quando o indivíduo para de fumar, substitui este vício por outro, geralmente comer ou beber em excesso.

Os não fumantes precisam compreender que, no processo de parar de fumar esta envolvida a dor de ruptura, fazer cobranças e rebaixar a auto estima do fumante, pode levar a depressão e recaídas.