Depressão infantil: O mal que vem acometendo crianças em todo o mundo, e de todas as classes sociais. Sabe-se que ela existe e o quão nociva pode ser. A vigilância da família tem um papel fundamental para evitar que a doença se instale.

depressao-infantilTodos os dias, vemos a palavra depressão ser usada, muitas vezes sem a preocupação de se considerar o seu verdadeiro significado. Um acontecimento negativo, que traga, preocupação, frustração e ou um pequeno problema, para nos alegarmos deprimidos. Por ser diferente da tristeza comum que a maioria das pessoas sente em algum momento da vida, a depressão se não for tratada adequadamente, interfere no dia a dia das pessoas e compromete a qualidade de vida. Todavia, ela,a depressão, ainda é um mistério para a medicina – já que pode acometer qualquer pessoa em qualquer período da vida.

A Depressão não é apenas uma sensação de tristeza, nos adultos é mais fácil de ser diagnosticada por se tratar de uma doença que atinge o corpo como um todo, que afeta o humor, os pensamentos, a saúde e o comportamento, suas atitudes revelam que não se sentem bem e a família percebe que algo de errado está acontecendo. Já com as crianças, é diferente. Elas acolhem a depressão como fato natural, próprio de seu jeito de ser. Muito embora estejam sofrendo, não sabem identificar que os sintomas são consequência de uma patologia e que podem ser aliviados. Daí o papel fundamental dos pais em observar os sinais de que o filho precisa de ajuda.

Segundo o Dr.  Drauzio Varella, a criança tem grande dificuldade para expressar que está deprimida, primeiro, porque não sabe nomear as próprias emoções, por isso, tende a somatizar o sofrimento e queixa-se de problemas físicos, porque é mais fácil explicar incômodos concretos, orgânicos, do que um de caráter emocional. Por isso, é preciso que os pais estejam atentos às mudanças no comportamento da criança. Determinados aspectos do comportamento infantil podem revelar que a depressão está instalada. Se por natureza, a criança está sempre em atividade, explorando o ambiente, querendo descobrir coisas novas. Quando se sente insegura, retrai-se e o desejo de exploração do ambiente desaparece. Por isso, é preciso estar atento quando ela começa a ficar quieta, parada, com muito medo de separar-se das pessoas que lhe servem de referência, como o pai, a mãe ou o cuidador. Outro ponto importante a ser observado é a qualidade de sono que muda muito nos quadros depressivos.

Os hábitos saudáveis são um bom começo para os pais ajudarem a saúde mental (psíquica) e física de seus filhos. Estes incluem: o exercício ao ar livre, jogos de tabuleiros, dieta saudável, sono, limite de tempo para atividades tecnológicas (vídeo game, jogos, internet), tempo com os pais, elogios para o comportamento positivo e reconhecimento dos pontos fortes da criança. Cuidar de si mesmo pode ser honestamente apresentado como terapêutico.

Amortizar o estresse e tentar diminuir as tensões pode promover mudanças significativas de comportamento e de curto prazo das demandas e responsabilidades, incluindo extensões de negociação ou outras formas de reduzir o estresse na escola, no ambiente familiar;  também pode envolver a ajuda para outras pessoas da família que estão angustiadas com a situação que esta sendo vivenciada.

Se você, como um pai, também está sofrendo uma perda ou manifestando sintomas de depressão, é importante que resolva as suas próprias necessidades e encontre suporte profissional adicional para o seu filho e outros membros da família.

 

SINTOMAS

Abaixo, alguns sintomas elencados pelo Instituto Pensi, que pode ser observado pelos pais:

  1. 1- O que parece preguiça ou aborrecimento pode ser sintoma de depressão. Há, muitas vezes, um histórico familiar da doença. Pode-se reduzir a desaprovação social e aumentar a empatia em outros membros da família. A depressão é muito comum e não é o resultado da falta de capacidade de enfrentamento ou de força pessoal;
  2. 2- A desesperança da depressão é um sintoma, não um reflexo preciso da realidade. No entanto, essa visão negativa do mundo e das possibilidades futuras pode ser difícil de adentrar.
    O tratamento funciona, embora possa demorar várias semanas para a melhoria e o indivíduo afetado é frequentemente a última pessoa a reconhecer que ocorreu.
  3. 3- Muitos pensamentos negativos podem ser desafiados de forma empática e uma visão a partir de outra perspectiva. As técnicas de relaxamento e visualização (por exemplo, ao se praticar o relaxamento, imaginando estar em um lugar agradável) podem ser úteis para o sono e ansiedade, provocando situações que acalmem;
  4. 4- Aproveite o que o filho já faz para se sentir melhor ou relaxar e, se for caso disso, incentive mais (ativação comportamental). Motivar um foco nos pontos fortes, em vez das fraquezas;
  5. 5- Ajude seu filho a desenvolver habilidades para resolver problemas. Determine que pequenos passos alcançáveis serão importantes para ajudar o seu filho, ele ou ela deve sentir que está no caminho para superar seus problemas. Sugira que o seu filho comece a listar as dificuldades, priorizá-las e concentrar os esforços em uma questão, um pequeno passo de cada vez;
  6. 6- Ensaie comportamento e habilidades sociais. As reações a determinadas situações ou pessoas, muitas vezes, parecem desencadear ou manter o mau humor. Se este pode ser identificado, ajudará o seu filho no desenvolvimento e prática de meios de evitá-lo ou outras soluções alternativas.
  7. 7- Incentive seu filho a praticar, fazendo coisas e tendo pensamentos que melhorem o humor;
  8. 8- Crie um Plano de Segurança e Emergência. Faça uma lista de telefones para ligar em caso de um aumento súbito da angústia;
  9. 9- Remova armas e outros produtos letais de sua casa.

 

Preste atenção para fatores de risco para o suicídio, como se a agitação aumentou, perda de pensamento racional e desejos nítidos de morrer.

Se o seu filho está começando uma medicação para a depressão, desenvolva um esquema de monitoramento com o seu médico. Fique atento aos efeitos indesejáveis.